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Candidatos ao governo do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (à esquerda), Ricardo Ferraço (ao centro) e Helder Salomão (à direita) participaram do debate realizado pela TV Gazeta
G1 — Brasil · 2026-09-30T03:25:45.000Z
Candidatos ao governo do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (à esquerda), Ricardo Ferraço (ao centro) e Helder Salomão (à direita) participaram do debate realizado pela TV Gazeta
Carlos Alberto Silva/Rede Gazeta
A TV Gazeta realizou, nesta terça-feira (29), o debate entre os candidatos ao governo do Espírito Santo. O encontro foi mediado pela jornalista e apresentadora Rafaela Marquezine e transmitido ao vivo na emissora e também pelo g1 e Globoplay.
Participaram os candidatos Helder Salomão (PT), Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB). O primeiro turno das Eleições 2026 será neste domingo (4), das 8 às 17 horas.
O debate foi dividido em seis blocos. O primeiro, o terceiro e o quinto com tema livre; o segundo e o quarto com tema determinado. No sexto bloco, cada candidato fez suas considerações finais.
Debate ao governo do Espírito Santo na TV Gazeta - Bloco 1
O primeiro bloco foi de tema livre, com duração de aproximadamente 25 minutos. Cada candidato teve 45 segundos para fazer a sua pergunta e o escolhido teve dois minutos para responder. Quem perguntou teve um minuto e 30 segundos para a réplica, e o candidato que respondeu teve o mesmo tempo para tréplica. Um sorteio realizado previamente determinou que o candidato Helder Salomão (PT) iria começar.
Helder começou sua fala afirmando que a eleição ao governo do Espírito Santo será decidida no 2º turno e direcionou a pergunta ao candidato Ricardo Ferraço, questionando o que o atual governador do estado tem a dizer aos eleitores do presidente Lula sobre ter assinado, em março, um manifesto que rejeitou a aliança com o presidente Lula.
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Em sua resposta, Ferraço destacou seus feitos durante seu mandato como governador e afirmou que se afastou de brigas políticas. "Uma casa dividida não prospera", disse o candidato.
Em sua réplica, Helder Salomão afirmou que o comportamento de Ferraço pode afastar o Espírito Santo da presidência do país e relembrou que o governador se recusou a receber o presidente Lula em visita ao Espírito Santo.
Em sua tréplica, Ferraço disse que não é papel do governador fazer oposição ao presidente e reafirmou que o seu "lado" é o do Espírito Santo.
O segundo candidato a realizar a pergunta foi Pazolini, que direcionou seu questionamento a Helder Salomão. O candidato questionou quais os planos de Helder para os presídios capixabas. Em sua resposta, Helder afirmou que as ações para a segurança pública devem unir quatro eixos: planejamento e valorização das forças de segurança; preservação das vidas de policiais e das famílias; repressão às facções e ocupação dos territórios com políticas públicas.
Em sua réplica, Pazolini destacou que o sistema prisional capixaba possui um excedente de 11 mil presos e destacou que, durante seu mandato como deputado estadual, foi o autor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que criou a Polícia Penal do Espírito Santo.
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Fechando o primeiro bloco, Ricardo Ferraço direcionou sua pergunta ao Lorenzo Pazolini. Em seu questionamento, o candidato afirmou que o ex-prefeito de Vitória não construiu nenhuma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) durante o seu mandato e questionou seus planos para a área da saúde.
Em sua resposta, Pazolini afirmou que a obra está em andamento e que zerou a fila de pacientes em espera por consultas com especialistas durante o seu mandato como prefeito de Vitória.
Em sua réplica, Ferraço afirmou que era preciso "chamar o VAR" e que a UPA não é um projeto do mandato de Pazolini. Afirmou ainda que, durante seu mandato como governador, construiu unidades de saúde e realizou 40 mil cirurgias.
Debate ao governo do Espírito Santo na TV Gazeta - Bloco 2
O segundo bloco foi de tema determinado. O primeiro a perguntar foi Helder Salomão, e o tema sorteado foi a educação. Se direcionando à Pazolini, o candidato destacou que, antes de se tornar político, trabalhou por 18 anos como professor. Afirmou, ainda, que o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de Vitória é baixo quando comparado com outros municípios capixabas, apesar de a capital ter o maior orçamento do Espírito Santo.
Em sua resposta, Pazolini declarou que, apesar de ter ficado congelado, o Ideb de Vitória avançou nos últimos dois anos e destacou que a capital capixaba passou de 4 para 50 escolas em tempo integral. Disse, ainda, que esse crescimento refletiu na diminuição da violência e que pretende levar essa expansão para todo o Espírito Santo.
Em sua réplica, Helder Salomão disse que Vitória possui problemas na gestão, que vão além da educação, e que os servidores da capital estão insatisfeitos com o ex-prefeito. Em sua tréplica, Pazolini falou sobre a falta de acesso às creches no Espírito Santo.
O segundo a realizar a pergunta foi Pazolini, e o tema sorteado foi moradores de rua. Em seu questionamento, direcionado à Ferraço, ele destacou que pesquisas recentes mostram que o número de pessoas em situação de rua tem aumentado em todo o país e perguntou quais são as propostas do candidato para esse público.
Ferraço declarou que moradores de rua são um desafio para o Espírito Santo e para Vitória e destacou que o governo tem feito parceria com prefeituras mas não conseguiu fazer isso com Vitória. Disse que, eleito, vai expandir parcerias para acolher essas pessoas.
Em sua réplica, Pazolini disse que o tema de moradores de rua é desafiador e que Vitória é uma das poucas capitais brasileiras com abrigos 24 horas, e que as políticas públicas da capital são referência no Brasil.
Finalizando o bloco, Ricardo Ferraço questionou Helder Salomão sobre reforma tributária. Em sua pergunta, ele perguntou sobre as propostas para a área. Em sua resposta, Helder disse que há desafios, pois o Brasil já está na época de transição e disse que tem uma proposta para discutir com os municípios os desafios e possibilidades para o estado, destacando ações para o turismo e interiorização do desenvolvimento.
Em sua réplica, Ferraço destacou a mudança no imposto sobre o consumo e disse que irá acelerar a atração de empresas para o Espírito Santo, destacando anúncios de empresas durante seu mandato. Disse, ainda, que realizou em 2025 o maior investimento da história do Espírito Santo em infraestrutura.
Em sua tréplica, Helder Salomão afirmou que fará o maior processo de qualificação profissional que o Espírito Santo já viu.
O terceiro bloco foi de tema livre. Ricardo Ferraço direcionou sua pergunta à Pazolini. Ele retornou ao tema da educação e a posição de Vitória no Ideb, que segundo ele, ocupa a 58º posição no estado.
Em sua resposta, Pazolini afirmou que os candidatos devem discutir o futuro do Espírito Santo, e não de Vitória. Disse, ainda, que a educação de Vitória passou por um processo anterior de desvalorização e que sua gestão reformulou a gestão da educação pública da capital. Destacou que o Ideb foi "descongelado" e que 82% dos estudantes de Vitória estão alfabetizados na idade correta.
Em sua réplica, Ferraço repetiu que Pazolini coloca a responsabilidade em seu antecessor. Disse, ainda, que a educação do Espírito Santo é a melhor da Região Sudeste e está entre as melhores do país, segundo o Ministério da Educação. Destacou, ainda, que o governo está construindo 90 creches e ampliando o número de escolas de ensino integral em diferentes municípios capixabas.
Em sua tréplica, Pazolini disse que a educação pública é a 10º do Brasil, segundo o Centro de Liderança Pública (CLP). Destacou, ainda, que há desigualdades regionais no Espírito Santo no setor. Disse que Ferraço gosta de ficar dentro do palácio e não conhece a realidade das escolas.
A segunda pergunta foi de Pazolini, direcionada à Helder Salomão. Em seu questionamento, ele disse que o Espírito Santo é o estado mais violento para mulheres na Região Sudeste e questionou quais as propostas do candidato para reduzir os índices de feminicídio no estado.
Em sua resposta, Salomão afirmou que Pazolini não é um bom exemplo e que o candidato não é uma pessoa respeitosa com mulheres. Disse, ainda, que Vitória registrou aumento nas notificações de outras violências contra a mulher. Disse que seu plano de governo possui um pacto pela diminuição da violência contra a mulher, que será chefiado pela sua vice-governadora, Professora Valdirene.
Em sua réplica, Pazolini disse que possui o compromisso de gerar políticas públicas que solucionem a questão do feminicídio.
Finalizando o bloco, Helder Salomão questionou Ricardo Ferraço acerca da reforma trabalhista e da reforma da previdência, quando ele foi relator da reforma trabalhista. Ferraço disse que Helder mentiu e que a proposta saiu da Câmara dos Deputados, e não do Senado.
Em sua réplica, Helder Salomão chamou Ferraço de coadjuvante e que ele “pegou carona” nos feitos de Casagrande, e que tem dificuldade para conversar com os diferentes.
Em sua tréplica, Ferraço afirmou que é a favor da maioridade penal e que é contra a invasão de terras, o que seria o oposto de Helder Salomão, que pediu direito de resposta.
O bloco foi de perguntas determinadas e o primeiro a perguntar foi Lorenzo Pazolini, com o tema BR-101 e BR-262. Ele direcionou seu questionamento à Helder Salomão questionando como será possível seguir com a duplicação das vias.
Helder Salomão afirmou que o governo possui o desafio da construção da ferrovia EF-118. Disse, ainda, que a duplicação da BR-262 será iniciada no início do ano que vem. E que a duplicação da BR-101 foi retomada no governo Lula, com apoio de sua bancada. Disse, ainda, que até 2019 o trecho de João Neiva a Cachoeiro estará 100% duplicado.
Em sua réplica, Pazolini afirmou que a integração dos modais rodoviários e ferroviários é essencial para que o Espírito Santo se torne um hub logístico. Disse, ainda, que a BR-262 é uma tragédia anunciada, destacando o acidente que matou três passageiros mineiros na via no último domingo.
Em sua tréplica, Helder Salomão afirmou que a obra na BR-101 está "a todo vapor".
O segundo a perguntar foi Helder Salomão, com o tema sorteado de feminicídio. Se direcionando à Ferraço, ele destacou a diminuição de homicídios no Brasil e no Espírito Santo, mas que o estado segue violento contra as mulheres e questionou quais as propostas do candidato para o tema.
Em sua resposta, Ferraço destacou que em seu atual mandato, foi o primeiro governo a criar a Secretaria da Mulher. Se direcionando às mulheres vítimas de violência, destacou a criação da Casa Abrigo, os Centros Margarida e o Programa Mulher Mais Segura. Disse, ainda, que é seu compromisso, se eleito, criar um auxílio para mulheres vítimas de violência.
Em sua réplica, Helder Salomão disse que as mulheres capixabas não se sentem seguras e que é preciso adotar medidas para coibir a violência contra a mulher, destacando a quantidade de medidas protetivas que não são respeitadas no Espírito Santo.
Finalizando o bloco, Ricardo Ferraço questionou Pazolini sobre facções criminosas no Espírito Santo. Em sua pergunta, Ferraço destacou a criação do CIAT e afirmou que o projeto foi uma inovação na estrutura da Polícia Civil, voltado a localizar e prender chefes de facções criminosas e perguntou qual o projeto do candidato para a área.
Em sua resposta, Pazolini afirmou que as áreas vulneráveis do estado estão tomadas pelas facções e que o estado não está presente nessas regiões. Disse que, enquanto prefeito de Vitória, foi o primeiro a constituir uma força-tarefa de combate à facções criminosas e que o governo do Espírito Santo, liderado por Ferraço, não quis participar da ação. Afirmou que é preciso prender chefes de facções e descapitalizar essas facções e destacou o déficit nas forças de segurança.
Em sua réplica, Ferraço disse que as afirmações de Pazolini são falsas e que, na Polícia Civil, o quadro de delegados está completo. Disse, ainda, que realizou a maior recomposição da Polícia Militar e concursos realizados pela gestão.
Em sua tréplica, Pazolini afirmou que existem mais de 2 mil cargos vagos na Polícia Militar e que quase 50% dos cargos estão vagos na Polícia Civil. Disse, ainda, que nomeou todos os aprovados no concurso realizado pela Guarda Civil Municipal de Vitória.
No quinto bloco, o último de perguntas de tema livre, Pazolini direcionou sua pergunta ao candidato Helder Salomão citando o Caso da Apex e questionando a proposta do candidato para o controle interno.
Em sua resposta, Helder Salomão afirmou que o caso deve ser investigado e que há tráfico de influência. Disse, ainda, que Pazolini está se aliando a um candidato que tem denúncias de corrupção, citando Flávio Bolsonaro.
Em sua réplica, Pazolini afirmou que o Espírito Santo perdeu a credibilidade por conta de episódios como o da Apex.
A segunda pergunta foi realizada por Ricardo Ferraço ao candidato Lorenzo Pazolini. Em seu questionamento, o governador afirmou que Vitória teve redução no PIB, ao contrário de outras cidades capixabas, e questionou se esse será o modelo de gestão que o candidato terá com o Espírito Santo.
Em sua resposta, Pazolini afirmou que as potencialidades do Espírito Santo devem ser exploradas em todas as regiões para que todos os municípios possam crescer com equidade. Disse, ainda, que cidades do Noroeste capixaba têm sofrido com o esvaziamento econômico e que é preciso descentralizar investimentos.
Em sua réplica, Ricardo Ferraço afirmou que Pazolini possui pouco conhecimento da realidade capixaba e que desconhece o desenvolvimento regional do Espírito Santo.
A última pergunta foi realizada por Helder Salomão a Ricardo Ferraço. Em seu questionamento, citou a retirada de famílias de uma área de assentamento em Linhares durante a atual gestão do governo do Espírito Santo.
Em sua resposta, Ricardo Ferraço afirmou que a área foi adquirida para a criação de um polo industrial e que a gestão estuda uma forma de abrigar as famílias desalojadas. Disse ainda, que o Espírito Santo avança na tração de empresas nacionais e globais, citando a instalação de uma fábrica da GWM.
Em sua réplica, Helder Salomão retomou o caso da desapropriação em Linhares e afirmou que Ferraço desfez um acordo, deixando mais de 30 famílias sem abrigo para se aproximar da direita capixaba. Disse, ainda, que defende que os assentamentos sejam produtivos e rentáveis.
No sexto e último bloco, os candidatos fizeram suas considerações finais em um minuto e meio. Por sorteio, o primeiro foi Ricardo Ferraço, seguido por Lorenzo Pazolini e Helder Salomão.
*Esta reportagem está em atualização.
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