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Augusto Cury em entrevista a podcast
G1 — Política · 2026-09-30T19:20:26.000Z
Augusto Cury em entrevista a podcast
O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou nesta quarta-feira (30), em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., que Flávio Bolsonaro (PL) “não é tanto de direita” e o situou politicamente entre o centro e a esquerda.
“Eu quero dizer para você que Flávio não é tanto de direita, não, viu?”, declarou. Após o apresentador comentar que há quem coloque Flávio no centro, Cury respondeu: “Centro até para a esquerda”.
Ao defender uma gestão com empreendedorismo, liberdade de negócios e Estado enxuto, Cury também criticou o adversário por, segundo ele, não aceitar o contraditório.
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Possível convite para a PF
Cury citou a possibilidade de chamar Leandro Daiello, que foi diretor-geral da Polícia Federal entre 2011 e 2017, nos governos Dilma Rousseff e Michel Temer, para comandar a corporação ou o Ministério da Segurança em um eventual governo.
“Pode voltar ao governo, talvez dirigindo a Polícia Federal ou até mesmo o Ministério da Segurança”, afirmou.
O candidato também defendeu a construção de pelo menos mais dois presídios federais e uma força-tarefa que reúna diferentes forças de segurança.
Críticas a Lula e ao Bolsa Família
Na mesma entrevista, Cury chamou o “pacote de bondades” do governo Lula de “maldade” e acusou o presidente de usar o aumento do Bolsa Família para obter votos.
“E vamos falar agora do pacote de bondades. Na verdade, maldade do Lula, porque o Lula, número um, ele colocou 15% a mais no Bolsa Família a 17 dias da eleição. Número um, indica que ele não ama os pobres, porque alguém que ama os pobres deveria ter feito isso no começo do ano. E por que não 30%? É porque é usar a dor das pessoas para ter votos", afirmou.
🔎 Lula anunciou em 17 de setembro, a 17 dias do primeiro turno, um reajuste de cerca de 15% nos benefícios do Bolsa Família, elevando o piso de R$ 600 para R$ 691. Os pagamentos com os novos valores começam em 19 de outubro, antes do segundo turno. Segundo o governo, a medida recompõe a inflação acumulada desde março de 2023 e será custeada dentro das regras fiscais, com remanejamento de recursos do Orçamento.
Encontro com Fachin, do STF
Durante a entrevista, o candidato afirmou que tentará uma conversa com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, para tratar da crise na Corte. Segundo Cury, é preciso acabar com a "espetacularização" dos julgamentos e divulgar os resultados apenas para as partes envolvidas com cada análise.
"STF tem que ser discreto, eles são empregados da sociedade, devia ter o máximo de descrição. Eu vou chamar, conversar com o doutor Fachin e com membros do STF porque eu sei que ele é um leitor carinhoso dos meus livros. Tem que terminar com essa espetacularidade da transmissão ao vivo, tem que gravar e distribuir para as partes", afirmou.
De acordo com Cury, caso eleito, ele levará ao Congresso Nacional a proposta de mandato de 8 anos para ministros do Supremo. "Alguém que entra como o doutro Toffoli, com 41 anos, sai com 75?! Ah, pelo amor de Deus! Tem que ser 8 anos para ir embora para nunca mais votar", disse.