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Motorista vai a júri popular por acidente que matou criança de 2 anos em Juiz de Fora

Acidente na Serra do Bandeirantes resultou na morte de uma criança de 2 anos

G1 — Brasil · 2026-09-30T20:14:55.000Z

Acidente na Serra do Bandeirantes resultou na morte de uma criança de 2 anos

A Justiça decidiu que Marinne Moreira vai a júri popular no processo que apura as circunstâncias do acidente de trânsito que matou o menino Ângelo Gabriel, de 2 anos, em outubro de 2024, na Rua Paracatu, na subida da serra do bairro Bandeirantes, em Juiz de Fora.

A batida entre o carro dirigido pela motorista e o veículo de transporte por aplicativo em que estava a família do menino deixou outras 5 pessoas feridas. A família voltava da igreja.

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A decisão foi publicada na última sexta-feira (25) pela juíza Joyce Souza de Paula. Ao g1, o Tribunal de Justiça disse que o julgamento ainda não tem data marcada.

Na decisão, a juíza entendeu que há elementos suficientes para que o caso seja levado aos jurados. Entre as provas citadas estão o laudo pericial do local do acidente, imagens de câmeras de monitoramento, registros de uma chamada para a PM, laudo de necropsia e depoimentos de vítimas e testemunhas.

A acusação sustenta que Marinne estava sob influência de bebida alcoólica, dirigia em velocidade incompatível com a via e fazia manobras perigosas antes da colisão. A decisão cita, entre outros elementos, depoimentos sobre condução em zigue-zague, velocidade elevada e sinais de embriaguez após o acidente.

Segundo os depoimentos analisados pela Justiça, a motorista se recusou a fazer o teste do bafômetro.

Ângelo Gabriel tinha 2 anos e morreu após o acidente em Juiz de Fora

A juíza manteve as qualificadoras de perigo comum e de crime contra menor de 14 anos. A decisão considera que Ângelo tinha 2 anos e que as irmãs dele, Helloizy Victória e Antonella Victória, tinham 9 e 6 anos, respectivamente, na época do acidente.

Com a decisão, Marinne responderá no júri por homicídio qualificado consumado pela morte de Ângelo; por duas tentativas de homicídio qualificado contra as meninas; e por outras três tentativas de homicídio qualificado contra o motorista do aplicativo e os pais das crianças.

A defesa pediu que o caso fosse desclassificado para homicídio culposo e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor. Também alegou falta de provas suficientes sobre embriaguez e dolo eventual, além de questionar provas digitais e a dinâmica do acidente. Esses pedidos foram rejeitados nesta fase.

A motorista poderá aguardar o julgamento em liberdade, conforme determinado pela juíza, já que permaneceu solta durante a instrução do processo.

O g1 fez contato com o escritório Chaves e Tavares Advogados e Coimbra Ferolla e Viana Advogados, responsável pela defesa de Marinne. Os advogados informaram fazem uma análise minuciosa da decisão, composta por 37 laudas, a fim de deliberar com a máxima cautela sobre as providências processuais adequadas. “Ressaltamos, portanto, que o ato não possui caráter condenatório, tampouco representa qualquer atestado de culpa. A decisão indica, tão somente, o entendimento de que os fatos requerem”, informou a defesa em nota.

Menino morreu dias depois

Ângelo Gabriel foi socorrido com vida e levado à Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) da Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, mas teve morte cerebral confirmada três dias depois.

A irmã dele, Helloizy Victória, de 9 anos, também ficou internada em estado considerado gravíssimo mais de um mês no CTI infantil e só recebeu alta 102 dias após a batida, além de passar por diferentes cirurgias.

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