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Rivais do Manchester City exigem punição severa da Premier League

Enzo Maresca vai ter sucesso imediato no Manchester City? Gringolândia debate

ge — Futebol · 2026-10-01T05:00:00.000Z

Enzo Maresca vai ter sucesso imediato no Manchester City? Gringolândia debate

Rivais do Manchester City pressionam a Premier League para aplicar punições severas ao clube culpado por violar as regras financeiras da liga. Alguns deles consideram que o rebaixamento para a segunda divisão não seria o suficiente e exigem sanções por várias temporadas, segundo informações de diferentes veículos da imprensa inglesa.

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Matéria do jornal "The Guardian" desta quarta-feira trouxe bastidores das movimentações de executivos de clubes da Premier League junto à liga por uma punição que provoque uma "ausência prolongada" da elite do Campeonato Inglês. A cobrança é por sanções que sejam compatíveis com a escala do "esquema de financiamento dissimulado" montado pelo City, de 900 milhões de libras.

A comissão independente da Premier League constatou que, entre as temporadas 2009/10 e 2017/18, o Manchester City organizou contratos 'falsos' com diversos parceiros comerciais; registrou contas falsas e ocultou a verdadeira situação financeira de seus auditores e reguladores do futebol; violou significativamente os limites de gastos tanto da liga quanto da Uefa; e cometeu múltiplas violações de seus deveres de cooperação e de máxima boa-fé.

Clubes pressionam para que todo o processo do Manchester City seja concluído antes do final da atual temporada.

O Manchester City tem até o dia 2 de outubro, portanto sexta-feira, para apresentar recurso, e a liga tem 12 semanas a partir disso para avaliar essa apelação, e mais 30 dias para proferir o resultado dessa análise. Os clubes não têm participação no processo de decisão das punições. Essa questão será tratada separadamente em uma audiência adicional da Premier League com a comissão independente.

As possíveis punições ao Manchester City variam da perda de pontos, embargos de transferências até a expulsão da elite do Campeonato Inglês. Contudo, a comissão independente da Premier League já afirmou que não há precedentes comparáveis a este caso. O City se declara inocente de todas as acusações de infrações às regras financeiras da liga.

O Everton foi punido em 2023 com a perda de pontos no Campeonato Inglês, por violar as normas de lucratividade e sustentabilidade da liga (gasto excedente de 19,5 milhões de libras). A pena inicial era de 10 pontos, mas foi reduzida para seis após recurso.

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Risco de compensações financeiras

A Premier League receia que vários clubes rivais também busquem na Justiça compensações financeiras contra o Manchester City, segundo informações do "The Guardian". O Burnley, por exemplo, obteve indenização de 35 milhões de libras no início deste ano após processar o Everton por violar as regras financeiras da liga inglesa.

Manchester United, Arsenal, Tottenham e Liverpool reservaram-se, há dois anos, o direito de processar o City caso houvesse um veredito de culpa, que veio à tona após investigação de quatro anos por parte da Premier League. Esses clubes já realizaram conversas informais sobre a possibilidade de ações judiciais nesse sentido, segundo a imprensa local.

Tais ações contra o Manchester City poderiam render mais de 200 milhões de libras em indenizações aos clubes, de acordo com reportagem do jornal "The Independent". Nenhum representante de United, Arsenal, Tottenham e Liverpool se manifestou sobre o tema.

Só que, segundo o jornal "The Telegraph", caso novos clubes decidam mover ações retroativas contra o Manchester City, encontrarão barreiras jurídicas "muito elevadas", porque o fizeram anos depois do limite do prazo prescricional. Teriam de se lançar numa batalha por indenização contra um adversário "que luta em todas as frentes".

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Presidente do Manchester City, Khaldoon Al Mubarak (esq) e CEO do clube, Ferran Soriano (centro)

O Manchester City foi acusado, em fevereiro de 2023, de violar as regras financeiras da Premier League — mais de 100 vezes durante nove anos. A investigação que levou à acusação durou quatro anos. O caso foi então encaminhado para uma comissão independente da liga.

As supostas violações financeiras teriam ocorrido entre 2009 e 2018. O clube foi acusado de ter violado as regras da liga que exigem "a melhor fé" na hora de declarar informações "que forneçam uma visão verdadeira e justa da posição financeira do clube".

O Manchester City inflou artificialmente suas receitas e reduziu seus custos em mais de 900 milhões de libras, por meio de pagamentos ilícitos de mais de 830 milhões de libras provenientes de seus proprietários, o Abu Dhabi United Group, e de acordos de direitos de imagem fictícios inflados.

A comissão independente da Premier League decidiu contra o clube, em acusações sobre o fornecimento de informações financeiras imprecisas, o superfaturamento de contratos de patrocínio ligados aos proprietários do City, de Abu Dhabi, e a não divulgação de pagamentos a jogadores e ao ex-técnico Roberto Mancini.

As violações sobre não fornecer informações precisas sobre a situação financeira do clube vão de 2009/10 a 2017/18.

A falta de detalhamento sobre o pagamento do técnico no contrato firmado se deu entre 2009/10 e 2012/13. O treinador na época era Roberto Mancini. A não inclusão de detalhes na remuneração de jogadores ocorreu entre 2010/11 e 2015/16.

O City não teria cumprido as regulamentações da Uefa, incluindo de licenciamento e de Fair Play, entre 2013/14 e 2017/18.

O clube não aplicou as regras da Premier League para rentabilidade e sustentabilidade entre 2015/16 e 2017/18.

O Manchester City não teria colaborado com as investigações da Premier League desde 2018 até hoje, ao não fornecer de boa vontade documentos e informações.

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