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Ministério da Saúde prepara rede para impactos da seca em Santarém
G1 — Brasil · 2026-10-01T11:00:00.000Z
Ministério da Saúde prepara rede para impactos da seca em Santarém
O Ministério da Saúde está preparando a rede de atendimento de Santarém, no oeste do Pará, para enfrentar os impactos da estiagem e das mudanças climáticas na população. A estratégia inclui antecipação de vacinação, reforço na logística de medicamentos e acompanhamento das condições climáticas para identificar com antecedência possíveis problemas de saúde que podem aumentar durante o período de seca.
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As medidas foram destacadas pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita ao município nesta quarta-feira (30).
Uma das ferramentas utilizadas é o Centro Integrado de Informação Saúde-Clima, instalado em Santarém. O espaço reúne informações da saúde e dados climáticos para auxiliar no planejamento das ações.
A proposta é cruzar, por exemplo, informações sobre previsão de aumento da temperatura e duração da estiagem com os atendimentos registrados nas Unidades Básicas de Saúde, Unidades de Pronto Atendimento e hospitais.
Com esses dados, a rede pode se antecipar à demanda e reforçar estoques de medicamentos, além de orientar os profissionais sobre os problemas de saúde que podem se tornar mais frequentes durante o período de seca.
“Buscamos nos antecipar a isso, tanto antecipar a vacinação, logísticas de vacinação, de abastecimento de medicamentos, como também instalamos aqui em Santarém o Centro Integrado de Informação Saúde-Clima”, explicou Padilha.
Impacto nas comunidades ribeirinhas
A preocupação é ainda maior nas áreas ribeirinhas, onde a redução do nível dos rios durante a estiagem pode dificultar o deslocamento dos moradores e o acesso aos serviços de saúde.
O ministro afirmou que a estratégia busca justamente preparar a rede para os efeitos provocados pelo período de seca e pelas alterações climáticas.
Segundo Padilha, a crise climática já produz efeitos na saúde da população e exige medidas de prevenção e planejamento por parte do poder público.
“É, acima de tudo, uma crise de saúde pública que já afeta as populações hoje, não é uma coisa para o futuro”, afirmou.
Durante a visita, Padilha também esteve no Hospital Materno-Infantil de Santarém, que já está em funcionamento.
A unidade amplia a estrutura de atendimento para mulheres e crianças e deve atender pacientes de municípios do Baixo Amazonas.
A medida é voltada especialmente para ampliar o acesso ao planejamento reprodutivo e contribuir para a redução da gravidez na adolescência. Segundo o ministro, a prevenção de gestações precoces também pode reduzir riscos de prematuridade e complicações durante a gestação e o parto.
A visita teve ainda o objetivo de verificar o andamento das obras e dos serviços que estão sendo implantados para ampliar a oferta de atendimento à população de Santarém e de municípios da região.
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